Nos dados do PV390 há um conjunto de números inter-relacionados: diâmetro de perfuração de 80–600 mm e profundidade de 0–6 m. Esses dois intervalos não são parâmetros isolados, mas definem em conjunto os limites operacionais desta perfuratriz hidráulica fotovoltaica sobre esteiras. Também constam nos dados: torque do redutor de 13000 N·m, rotação da haste de 90 r/min, motor Yuchai de quatro cilindros de 85 kW, inclinação da torre de 120°, compensação telescópica de 50 cm, sapatas de 400 mm e ângulo de subida de 35°. Este artigo aborda o que cada grupo de números restringe e o que eles definem em conjunto, sem fazer promessas de eficiência além dos dados.
Primeiro, os dois intervalos: 80–600 mm e 0–6 m
O diâmetro de perfuração de 80–600 mm cobre uma faixa ampla. Diâmetros menores correspondem à pré-perfuração de posições convencionais de estacas para suportes fotovoltaicos, enquanto diâmetros maiores são usados para estacas que exigem bases maiores ou necessidades de pré-perfuração. Os dados não fornecem recomendações de ferramentas de perfuração nem sequência de perfuração por estágios para diferentes diâmetros, portanto o método de execução para cada diâmetro deve ser confirmado com base no tipo de fundação do projeto e no desenho de design.
A profundidade de perfuração definida em 0–6 m indica fundações fotovoltaicas e obras de fundação rasa, não perfuração de poços profundos. Isso exclui diretamente o uso como equipamento para furos profundos. Os dados também especificam que suportes fotovoltaicos convencionais, postes de cercas e outros projetos de fundação rasa podem selecionar a ferramenta de perfuração de acordo com a profundidade de projeto, ou seja, 6 m é a faixa de profundidade para esse tipo de aplicação, não um valor aplicável a todos os tipos de fundação.
Onde atua o número de 13000 N·m de torque
Os 13000 N·m referem-se ao torque do redutor, correspondendo à rotação da haste de 90 r/min. Isso descreve a capacidade de rotação do sistema em relação à ferramenta de perfuração, no elo de rotação da cadeia de potência. A explicação dos dados para este item é: para grandes diâmetros, solos compactos e camadas com pedras, um torque mais alto ajuda a manter a rotação, mas o avanço real ainda depende do tipo de broca, da estrutura do solo e do controle de avanço.
Em outras palavras, esse valor pode ser usado para avaliar se o equipamento tem condições básicas de manter a rotação em determinado diâmetro ou camada, mas não pode ser lido como velocidade de avanço em certa profundidade, nem convertido em capacidade de carga da estaca. Os dados não fornecem configurações de torque escalonado ou dupla condição de operação, portanto não há descrição de troca de marcha de torque conforme a camada.

Torre, braço oscilante e compensação telescópica tratam da postura, não da transposição de obstáculos
A torre do PV390 tem inclinação de 120°, braço oscilante duplo com cilindros hidráulicos e compensação telescópica de 50 cm para frente e para trás. Esses três itens juntos apontam para a mesma coisa: após a máquina estar estabilizada, ajustar a postura de perfuração e alinhar o furo sem mover repetidamente o equipamento inteiro.
- Inclinação da torre de 120°, para ajustar o ângulo de perfuração conforme a inclinação do terreno e a posição da estaca;
- Braço oscilante duplo com cilindros hidráulicos, para ajuste lateral após a máquina estar estabilizada;
- Compensação telescópica de 50 cm, para ajuste longitudinal fino da posição da estaca.
Os dados relacionam esses três itens a "múltiplas posições de estaca, terrenos inclinados e posturas de construção complexas", e indicam que o ajuste multiangular reduz o deslocamento repetido da máquina, sendo mais prático em áreas fotovoltaicas com relevo acentuado. Vale notar que a capacidade de ajuste de postura não é o mesmo tipo de indicador que a capacidade de transpor obstáculos. A viabilidade de construção em encostas também depende da aderência das esteiras, condições de inclinação transversal, tipo de solo e centro de gravidade do conjunto; os dados não fornecem informações sobre estabilidade lateral.
Segunda restrição ao escopo de aplicação: as condições do chassi
O PV390 utiliza chassi sobre esteiras, com sapatas de 400 mm de largura e ângulo de subida indicado de 35°. As sapatas de 400 mm servem para distribuir a pressão sobre o solo e melhorar a aderência em estradas de terra, grama, cascalho e encostas; comparado ao chassi de rodas, a estrutura sobre esteiras é mais adequada para deslocamentos curtos e frequentes dentro do canteiro fotovoltaico.
Sobre o valor de 35°, os próprios dados esclarecem: a construção real em encostas deve considerar de forma abrangente a inclinação transversal, o grau de umidade do solo, o tipo de solo e o centro de gravidade do conjunto, não devendo usar apenas o ângulo máximo de subida como base de segurança para deslocamento. Este trecho é uma limitação de uso fornecida pelo fabricante e faz parte da avaliação de aplicabilidade deste artigo.

Limitações operacionais em diferentes condições geológicas
Os dados fornecem explicações para cada tipo de solo, que podem ser vistas por dois fatores: resistência à perfuração e estado da parede do furo:
| Solo | Observação dos dados |
|---|---|
| Solo comum | Adequado para pré-perfuração e execução de estacas fotovoltaicas convencionais |
| Loess | Ajustar parâmetros de perfuração conforme densidade e teor de umidade |
| Argila | Atenção ao empastamento da broca e à dificuldade de remoção de detritos |
| Areia com seixos | Selecionar a ferramenta conforme o tamanho das partículas e a compactação |
| Camada de aterro com resíduos | Foco na prevenção de objetos estranhos, vazios e bloqueios localizados |
| Rocha muito intemperizada e camadas rochosas | Após substituir por ferramenta de impacto, pode ser usado para construção nessas camadas |
O equipamento utiliza avanço por corrente, fornecendo força contínua à ferramenta de perfuração. Os dados alertam que, ao encontrar seixos, camadas de aterro ou rocha muito intemperizada, deve-se controlar o avanço conforme a carga de rotação e o estado da ferramenta, evitando pressão excessiva que cause desvio do furo, travamento ou impacto excessivo na ferramenta; em caso de impacto anormal ou aumento súbito da carga de rotação, deve-se retirar a haste para inspeção em tempo hábil.
Sobre rochas, os dados originais afirmam claramente que, após substituir por ferramenta de impacto, pode ser usado em rocha muito intemperizada e camadas rochosas, mas não fornecem modelo de martelo de impacto ou energia de impacto, portanto este artigo não tira conclusões sobre eficiência específica em rocha dura.
Principais parâmetros técnicos
| Item | Valor |
|---|---|
| Modelo | PV390 |
| Tipo de equipamento | Perfuratriz fotovoltaica hidráulica sobre esteiras com motor de quatro cilindros |
| Dimensões totais | 5200 × 2300 × 2650 mm |
| Motor | Yuchai quatro cilindros, 85 kW |
| Bomba principal | Bomba tripla 40 / 40 / 32 |
| Motor de deslocamento | TM09 |
| Redutor | Redutor de cinco estrelas interno, torque 13000 N·m |
| Rotação da haste | 90 r/min |
| Diâmetro de perfuração | 80–600 mm |
| Profundidade de perfuração | 0–6 m |
| Método de avanço | Avanço por corrente |
| Inclinação da torre | 120° |
| Oscilação da torre | Braço oscilante duplo com cilindros hidráulicos |
| Compensação telescópica | 50 cm |
| Largura da sapata | 400 mm |
| Ângulo de subida | 35° |
| Chassi | Sobre esteiras |
Itens a confirmar quando se excede esse conjunto de parâmetros
Reunindo diâmetro, profundidade, ajuste de postura, chassi e descrições geológicas, pode-se concluir que a aplicabilidade do PV390 concentra-se em pré-perfuração de fundações para suportes fotovoltaicos, execução de furos e construção de estacas com os acessórios correspondentes. O texto original dos dados diz "adequado para pré-perfuração de fundações fotovoltaicas em solo e montanha", não o descrevendo como equipamento para furos profundos ou de múltiplos processos.

A seguir estão itens não cobertos pelos dados que precisam ser confirmados no nível do projeto, listados para evitar tratar os limites dos parâmetros como aplicação incondicional:
- Valores convertidos de distância de ajuste lateral correspondentes à compensação telescópica de 50 cm e ao ângulo de oscilação da torre não são fornecidos;
- Modelo da ferramenta de impacto, energia de impacto e faixa de dureza de rocha correspondente;
- Combinações recomendadas de ferramentas e planos de perfuração por estágios para diferentes diâmetros;
- Dados quantitativos de segurança de deslocamento, como estabilidade lateral e ângulo de inclinação transversal operável;
- Velocidade real de avanço e qualidade do furo alcançáveis em combinações específicas de solo e diâmetro.
A observação dos dados sobre eficiência e efeito é: devido a diferenças nas condições geológicas reais, tipo de ferramenta, tipo de estaca, diâmetro, ângulo de construção e método de operação, a eficiência final de perfuração, a qualidade do furo e o efeito da cravação devem ser baseados nas condições do local e no projeto de fundação. Isso também se aplica aos itens a confirmar acima.
Nota sobre o modelo: o modelo original nos dados era SL390, e o usuário confirmou recentemente o modelo PV390. Este artigo usa uniformemente PV390, com os demais parâmetros técnicos organizados conforme os dados fornecidos.




















